O que muda com a Reforma Tributária nos alimentos a partir de 2027?

Alguns alimentos podem ficar mais baratos a partir de 2027. Essa é uma das principais respostas para quem busca entender o que muda com a Reforma Tributária nos alimentos e como a nova forma de tributação pode impactar o custo de vida.
A mudança faz parte da Reforma Tributária do consumo, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025.
Na prática, itens essenciais da Cesta Básica Nacional passam a ter alíquota zero nos novos tributos sobre consumo. Isso significa que determinados alimentos deixam de ter cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), dentro das regras previstas na legislação.
Mas existe um ponto importante: isso não significa queda automática no preço final.
Para que o consumidor perceba alimentos mais baratos nas prateleiras, a redução dos impostos precisa ser repassada ao preço final. Esse repasse depende do mercado, da cadeia de produção, da distribuição, do varejo e da formação de preços.
Mesmo assim, a mudança é relevante porque coloca a alimentação no centro da transição tributária brasileira.
O que é a Reforma Tributária do consumo?
A Reforma Tributária do consumo muda a forma como produtos e serviços são tributados no Brasil.
Hoje, o consumo envolve diferentes tributos, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Serviços (ISS).
Com a reforma, esse modelo será substituído gradualmente por um sistema mais unificado, conhecido como Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual.
O que é o IVA Dual?
O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual será dividido em duas partes:
- Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): tributo de competência federal;
- Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): tributo compartilhado entre estados e municípios.
A ideia central é simplificar a tributação sobre o consumo e reduzir a complexidade de um sistema que, hoje, envolve regras diferentes para produtos, serviços, estados e municípios.
Para o consumidor, a mudança mais visível tende a aparecer aos poucos, conforme a transição avança.
O que muda com a Reforma Tributária nos alimentos?
A principal mudança para os alimentos está na criação da Cesta Básica Nacional com alíquota zero.
Isso significa que alguns alimentos considerados essenciais passarão a ter cobrança zerada dos novos tributos sobre consumo.
O que significa alíquota zero?
Alíquota zero significa que o produto continua dentro do sistema tributário, mas com percentual de cobrança igual a zero para determinados tributos.
No caso da Reforma Tributária, isso se aplica a itens essenciais da Cesta Básica Nacional em relação ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
Em termos práticos, a medida pode reduzir o peso dos impostos sobre alimentos básicos. Ainda assim, a alíquota zero abre caminho para redução de preço, mas não garante que o valor final cairá automaticamente.
Quais alimentos podem ficar mais baratos com a Reforma Tributária?
A legislação prevê alíquota zero para itens essenciais da Cesta Básica Nacional.
Entre os alimentos previstos estão:
- carnes;
- arroz e feijão;
- leite e café;
- pão e farinhas;
- ovos;
- frutas;
- legumes e verduras;
- raízes e tubérculos.
Esses alimentos fazem parte da rotina de milhões de famílias e têm peso direto no orçamento doméstico. Por isso, qualquer mudança na tributação sobre esses produtos ganha relevância para o custo de vida.
Carne pode ficar mais barata a partir de 2027?
A carne está entre os alimentos previstos na lista de itens com alíquota zero.
Isso significa que carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves entram no grupo de produtos que deixam de ter cobrança dos novos tributos sobre consumo, conforme a regulamentação.
O resultado esperado é a redução do peso tributário sobre esses itens. No entanto, o preço final da carne ainda dependerá do repasse ao consumidor pela cadeia produtiva e comercial.
A redução começa em 2027?
A mudança não acontece de uma vez.
A Reforma Tributária tem uma transição gradual. Em 2026, o novo modelo entra em fase de adaptação, com testes e ajustes nos sistemas fiscais e operacionais das empresas.
Os efeitos práticos para o consumidor estão previstos para começar a partir de 2027.
A transição completa do novo sistema tributário está prevista até 2033, quando o modelo antigo deve ser substituído de forma definitiva.
Por que a transição é gradual?
A transição é gradual porque a Reforma Tributária muda uma estrutura ampla de cobrança de impostos.
Empresas, sistemas fiscais, documentos eletrônicos, contratos, preços e processos internos precisam se adaptar ao novo modelo.
Por isso, o impacto para o consumidor tende a aparecer aos poucos, conforme as novas regras entram em vigor e a cadeia econômica se ajusta.
Alimentos mais baratos: por que não é automático?
A alíquota zero reduz o peso dos tributos sobre determinados alimentos, mas o preço final depende de vários fatores.
Entre eles:
- custo de produção;
- logística;
- distribuição;
- margem do varejo;
- sazonalidade;
- oferta e demanda;
- repasse da redução tributária ao consumidor.
Por isso, o termo mais seguro é: alguns alimentos podem ficar mais baratos a partir de 2027.
A Reforma Tributária cria uma condição para redução de preços, mas o efeito final depende da forma como o mercado absorve e repassa essa mudança.
O que o consumidor deve observar?
O consumidor deve acompanhar se a redução tributária prevista para alimentos essenciais será refletida nos preços.
Na prática, isso significa observar o comportamento de produtos recorrentes na rotina, como arroz, feijão, leite, café, pão, carnes, ovos, frutas, legumes e verduras.
Esses itens estão diretamente ligados ao orçamento familiar e ao poder de compra.
O que é o cashback da Reforma Tributária?
Além da alíquota zero para itens essenciais da Cesta Básica Nacional, a Reforma Tributária também prevê um mecanismo de devolução de tributos para famílias de baixa renda, conhecido como cashback.
Pela Lei Complementar nº 214/2025, a devolução personalizada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será voltada a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), conforme os critérios previstos na legislação.
Na prática, o objetivo é reduzir o peso dos tributos sobre o consumo de famílias de menor renda, incluindo contas e compras ligadas à rotina, como energia elétrica, água, gás, serviços de telecomunicações e demais aquisições de bens e serviços.
Para o tema dos alimentos, o ponto central é que a Reforma Tributária atua em duas frentes: alíquota zero para itens essenciais da cesta básica e devolução de parte dos tributos para públicos específicos.
Além dos alimentos, o que também pode ter redução?
Embora os alimentos sejam o foco principal da conversa, a Reforma Tributária também prevê tratamento diferenciado para outras áreas ligadas ao custo de vida.
Entre elas:
- medicamentos selecionados;
- serviços de saúde;
- educação;
- transporte público.
Esses pontos reforçam uma das frentes centrais da reforma: reduzir ou aliviar a tributação sobre itens e serviços considerados essenciais.
Ainda assim, cada categoria possui regras próprias. Por isso, é importante não generalizar todas as reduções como se tivessem o mesmo funcionamento da Cesta Básica Nacional.
O que pode ficar mais caro com a Reforma Tributária?
Ao mesmo tempo em que alguns itens essenciais recebem alívio tributário, a Reforma Tributária também cria o Imposto Seletivo.
Esse imposto é voltado a produtos e atividades com impacto negativo à saúde ou ao meio ambiente.
Entre os exemplos mais citados estão:
- bebidas alcoólicas;
- cigarros;
- bebidas açucaradas;
- apostas;
- alguns bens com impacto ambiental.
O objetivo desse mecanismo é desestimular o consumo de determinados produtos, aplicando tributação maior sobre eles.
Para o consumidor, isso significa que a Reforma Tributária pode gerar efeitos diferentes dependendo da categoria: enquanto alguns itens essenciais podem ter alívio, outros podem ficar mais caros.
Por que essa mudança importa para o custo de vida?

A alimentação está entre os gastos mais sensíveis da rotina.
Quando o preço dos alimentos muda, o impacto aparece rapidamente no orçamento das famílias. Isso afeta decisões de compra, planejamento mensal, percepção de renda e poder de consumo.
Por isso, entender o que muda com a Reforma Tributária nos alimentos não é apenas uma questão tributária. É uma questão de rotina.
A alíquota zero sobre itens essenciais da Cesta Básica Nacional pode influenciar diretamente a forma como as pessoas percebem o custo da alimentação a partir de 2027.
Perguntas frequentes sobre Reforma Tributária e alimentos
O que muda com a Reforma Tributária nos alimentos?
Itens essenciais da Cesta Básica Nacional passam a ter alíquota zero nos novos tributos sobre consumo, o que pode reduzir o peso dos impostos sobre alguns alimentos básicos.
Quais alimentos terão alíquota zero?
Entre os itens previstos estão carnes, arroz, feijão, leite, café, pão, farinhas, ovos, frutas, legumes, verduras, raízes e tubérculos.
Os alimentos vão ficar mais baratos automaticamente?
Não. A alíquota zero pode reduzir a carga tributária sobre os alimentos, mas o preço final depende do repasse dessa redução ao consumidor.
Quando a mudança começa a valer?
Os efeitos práticos estão previstos para começar a partir de 2027, dentro de uma transição gradual que segue até 2033.
O que é alíquota zero?
Alíquota zero significa que a cobrança de determinado tributo sobre um produto será de 0%. No caso dos alimentos da Cesta Básica Nacional, isso se aplica aos novos tributos sobre consumo previstos na Reforma Tributária.
Reforma Tributária nos alimentos: o que observar a partir de 2027?
A Reforma Tributária pode mudar a forma como os alimentos são tributados no Brasil.
Com a alíquota zero para itens essenciais da Cesta Básica Nacional, produtos como carnes, arroz, feijão, leite, café, pão, farinhas, ovos, frutas, legumes, verduras, raízes e tubérculos passam a ter uma condição tributária diferente no novo modelo.
O ponto central é que essa mudança pode ajudar a reduzir o peso dos impostos sobre alimentos básicos. Mas o consumidor só sentirá diferença real se a redução for repassada ao preço final.
Por isso, a partir de 2027, a atenção deve estar em três pontos:
- quais alimentos entram na regra de alíquota zero;
- como o mercado vai repassar a redução;
- qual será o impacto no custo de vida e no poder de compra.
A alimentação está no centro da rotina. E, quando a tributação sobre alimentos muda, o impacto pode chegar diretamente ao orçamento das pessoas.
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